A ARTE DE “DEIXAR IR”

E A MÚSICA DO POST DE HOJE É:

Shake It Out – Florence and The Machine

Eu pensei muito esses dias sobre qual seria o melhor tema para essa semana. E estou em uma fase específica da minha vida, que tive de aprender a deixar muita coisa “ir embora”. Então, resolvi escrever sobre o sentimento de “desapego” seja ele material ou espiritual.

Eu passei por um episódio traumático em casa. Uma pessoa de convivência próxima, relativamente de confiança, entrou na minha casa e levou embora muitos pertences materiais meus e da minha mãe. Moramos apenas nós duas. Como se não bastasse o prejuízo em valores, o que mais me deixou em pânico, foi o fato de que sequer imaginávamos quem tivesse feito isso.  Ou seja, duas mulheres morando em casa sozinhas, sem se sentir seguras. E o pior: Eu me deparei com toda a minha intimidade revirada. Meu quarto, minhas roupas íntimas. Foi devastador para mim.

Então, pensa: Você chega na sua própria casa, seu porto seguro, onde você se sente “protegido” (embora que, no Brasil atualmente, essa palavra chega até ser utópica), já que nem ao sair ou chegar no portão de casa, nos sentimos exatamente assim. Mas nunca passa pela nossa cabeça, que uma coisa dessas pode acontecer com a gente. Até que acontece.

Aquela merda de sensação de perda, por tudo o que você batalhou, que você deu o suor pra conquistar, passou dias e noites estudando, se esforçando, enfrentando uma selva no trabalho e aí, de repente, alguém vem e toma tudo de você.  Até hoje, quando vou revirando as coisas, vou dando por falta de um ou outro objeto que levaram, e eu nem tinha percebido no dia que aconteceu…

Já fazia muito tempo que eu não tinha mais crises de pânico. Desde que saí de um trabalho do qual eu não amava realmente o que eu fazia, desenvolvi uma crise de ansiedade e um estresse absurdo. Quando eu me vi tomando um monte de remédio controlado, eu saí imediatamente, e fui fazer o que eu realmente amava. Como meio que “passou” isso de ruim, eu achei que tinha “resolvido” isso dentro de mim.

Era o que eu achava.

Até passar por essa situação.

Como se não bastasse, eu fiz uma cirurgia de emergência nesse ano, fiquei internada e depois 15 dias de molho em casa. Depois, acabei saindo do trabalho que eu estava “confortável” financeiramente, mas entrando em colapso convivendo em um ambiente tóxico, com uma pessoa em específico, que estava trazendo uma energia péssima no meu dia a dia.

Entrei em colapso.

Foi então, que eu resolvi arriscar novamente, e entrar em uma nova jornada da minha vida. Ir para um novo ambiente de trabalho, mesmo que mais longe da minha casa, pelo menos com a possibilidade de home-office. Assim, eu teria tempo para me dedicar em outras questões da minha vida, que até então, eu havia deixado totalmente de lado. Como por exemplo, escrever aqui no Blog.

E sabe de uma coisa? Todas as vezes em que eu saí da minha zona de conforto, e “dei as caras”, eu me redescobri como mulher e principalmente, descobri outros universos que eu nem achava que seria capaz de enfrentar. Bem que dizem, que são nas piores crises que nós evoluímos. Na verdade, um gênio aí fodão disse isso uma vez:

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Pra vocês terem uma ideia, eu dei tanto azar, que na mesma semana que esse amontoado de coisas ruins estavam acontecendo, eu perdi um pendrive que havia acabado de comprar (pois o outro também foi levado) sendo que eu tinha acabaaaaado de passar vários arquivos, documentos e fotos. No mesmo dia em que fiz isso, o perdi. Não deu nem tempo de passar os arquivos para um back-up.

Todas aquelas memórias e arquivos importantes se foram.

E já parou pra pensar que tudo na vida pode sumir assim, como em um passe de mágica? Alguém que você ama muito, por exemplo, pode morrer do nada. E aí?

Fiquei possessa de raiva na hora. Vontade de jogar tudo pro alto e desistir de uma vez por todas, de continuar sendo forte perante as adversidades. Dar uma de “louca” e ficar em casa chorando em posição fetal… rs. Sabe quando você pensa assim: -TÁ, CHEGA VIDA! Já entendi que nem era pra ter levantado da cama hoje…

Mas foi aí, que eu pensei comigo mesma em ter outro ponto de vista. Levar a sério as próprias palavras que escrevo aqui, e os conselhos que dou para meus amigos: Eu posso encarar toda essa merda que eu enfrentei esse ano como uma perseguição, macumba, qualquer coisa negativa que eu estava sendo atingida, ou então, enxergar que são apenas problemas da vida mesmo.

É deixar de lado a síndrome de “Maria do Bairro” e CRESCER. Entender que seus dramas não são melhores ou piores que de ninguém. As vezes, pode até ser realmente muito pior. Mas ficar se “vitimizando,” não vai te arrancar do buraco em que você está. Seja lá como for, existe uma saída. Não é dos problemas que queremos fugir muitas vezes. É da DOR. Eu sei. Afinal de contas, toda dor que passamos, instintivamente já queremos amenizar, como aquele mertiolatte quando crianças. Mas sofrer faz parte do processo de VOAR.

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Lembra quando você aprendeu a andar de bicicleta? Os tombos foram te deixando mais esperto, e mais habilidoso nos próximos obstáculos. Aceitar que você vai ter que cair algumas vezes, faz parte.  Quando aceitamos a nossa atual realidade, e encaramos as perdas e sofrimentos diários, vamos adquirindo maturidade e força pra enfrentar os próximos problemas.

Eu poderia ficar me lamentando por perder todos os meus arquivos, ou encarar isso como uma chance de reconstruir tudo outra vez. Apesar das fotos que se perderam, o que valeu mesmo, foram todos os momentos vividos, e os sentimentos que eu, somente EU consegui experimentar. Nem mesmo as fotos podem registrar. Ficam todos registrados apenas nas nossas memórias e nossos corações. Um cheiro, um vento, uma risada, um abraço… Isso nenhuma fotografia consegue efetivamente guardar.

Eu também poderia desejar o mal para aquela pessoa que invadiu o meu porto seguro e roubou a minha paz. Minhas noites de sono nunca mais foram as mesmas. Mas eu me dei conta, de que essa pessoa é tão vazia de si, que talvez precisasse mais daquelas coisas do que eu. Enquanto eu tiver ar em meus pulmões, uma família e amigos que me amem, inteligência e força pra seguir, saúde e principalmente a minha fé que me move, eu posso recuperar tudo de volta e ainda conquistar muito mais! Já que as perdas sempre nos fortalecem.

DEIXA IR.

DEIXA IR TUDO AQUILO QUE VOCÊ PERDEU.

A arte de deixa ir, consiste em você abrir mão, literalmente dos apegos que temos na vida. Se algo já não nos faz bem, nos sufoca, como um trabalho que não lhe dá paixão, ou uma pessoa tóxica do seu cotidiano: DEIXA IR. Se você se sente sem esperança porque sente muita falta de algo que se foi:  DEIXA IR.

Deixa que o vento que levou, retorne transformado, e te traga tudo novo. De novo!

Deixar ir, é um ato de AMOR com o seu próprio coração!

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Deixa o vento soprar, deixa o ar renovar seus ambientes. Abra a janela do seu quarto e deixa o sol entrar! Deixa o novo surgir na sua vida com outras possibilidades. Novos sonhos. Novas pessoas.

Deixa as pessoas que não querem ficar, irem embora. Deixe que sigam. Deixe que sintam que precisam voltar. Se assim quiserem.  Sem amarras, deixe a vida LEVE. Sem pesos. Nem medidas.

Encare a sua atual realidade. Ser adulto também quer dizer que as vezes, você vai ter que encarar os seus monstros e ninguém vai poder fazer isso por você, senão você mesmo. É parar de olhar no retrovisor o que já passou e olhar para a frente! É deixar pra trás tudo aquilo que te atrasa, que te impede de evoluir ou até mesmo de mudar.

Saia da sua zona de conforto e busque seu autoconhecimento. Teste os seus limites! Não sabemos até onde nós podemos chegar. E nunca vamos saber, se não deixarmos o que tem que ir, seguir. Se algo não está mais te fazendo bem, pior não vai te fazer quando deixar ir embora. Concorda?

DESAPEGA.

LIBERTE-SE.

Não deixe o medo ou a insegurança, impedir você de se conhecer sendo realmente feliz, de inúmeras e inimagináveis formas.

SIMPLESMENTE, DEIXA IR!

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Toda vez que damos um passo para frente, algo fica inevitavelmente para trás. Lembra quando a gente era criança, e ia em alguma loja de doces e sua mãe dizia: VOCÊ SÓ PODE ESCOLHER UM. É assim que vamos construindo nossos valores de que NÃO: não dá para ter TUDO na vida. Uma escolha, uma renúncia. É nessa ordem.

Então, deixa ir o que tiver que ir pois tudo acontece por uma razão. Talvez hoje você não entenda, mas com uma experiência maior, lá na frente, você vai ter uma percepção totalmente diferente.

Se for para dar certo QUE BOM, se não deu: VIROU LIÇÃO. DEIXA IR!

E assim, a garota continua na busca, do seu feliz pra sempre!

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A VIDA É UM SOPRO

A vida é um sopro.

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A vida é um sopro, mas a gente sempre dá um jeitinho de postergar nossos sonhos.

-Eu não sei se pode dar certo.

-Prefiro uma estabilidade.

-Não vou arriscar agora, melhor esperar mais um pouco.

-Ah, depois eu resolvo isso.

Mesmo sabendo que a vida é um sopro, a gente acha que consegue prolongar nosso relógio biológico. E continuamos nos alimentando mal, deixando aquela dieta pra semana que vem. Deixando a academia pra depois, a caminhada pra depois porque tem muito trabalho.

Continuamos deixando a conversa com Deus pra outro dia. Aquela terapia pra outro dia. Aqueles exames pra marcar pra outro dia. Aquela consulta pra outro dia.

A vida é um sopro, mas a gente continua comprando e acumulando coisas inúteis, que nem sequer precisamos, mas existem pessoas dizendo, testando e mostrando que é necessário TER. Mas ninguém nos mostra o real valor em SER.

A vida é um sopro, mas continuamos guardando mágoas, provocando gastrite emocional, gastando dinheiro com remédio e depois se matando de trabalhar pra pagar cada antidepressivo.

A vida é um sopro, mas aquela alimentação ruim a gente já vai sentindo. Mas a gente continua se alimentando mal, porque depois a gente tenta voltar pra dieta. E depois volta pro médico. E depois continua deixando pra melhorar depois.

A vida é um sopro, mas a gente pensa que “AMANHÃ EU FAÇO ISSO”, “AMANHÃ EU FALO COM FULANO”, “AMANHÃ EU REALIZO ISSO”, e a gente sempre deixa o amanhã, pra depois de amanhã, e depois de amanhã…

A vida é um sopro, mas a gente assopra, e inspira e expira e pira, tentando aliviar o estresse diário, a pressão da nossa sociedade, essa geração maluca que em meio a tantos recursos tecnológicos,  não consegue nem largar o celular de lado, pra conversar, olhar nos olhos, dar aquele abraço, mandar uma carta.

A gente não manda mais cartas né?

A gente ainda sabe escrever com letra de forma?

A vida é um sopro, mas a gente continua tirando selfies e postando momentos das nossas vidas, enquanto não paramos e realmente vivemos esses momentos, admirando cada detalhe, sentindo ou observando.

A vida é um sopro, mas a gente continua achando que não dá tempo nem pra sofrer! Não temos tempo em perder tempo com sacrifícios. Precisamos ser práticos, objetivos, lógicos e robóticos.

É. A vida é um sopro.

E quando realmente sentimos que ela assoprou e levou e tudo passou, assim, em um piscar de olhos, a gente olha pra trás e se pergunta: Onde eu estava quando a vida assoprou?

Sabe aquele exame? Marca agora.

Sabe aquele sonho? Vai atrás dele HOJE.

A vida é um sopro? Sim!

Mas ela é como um barco à vela. E nós somos os marinheiros. Cabe a nós ajustarmos as velas e direcionarmos pra onde a gente quer que o vento nos leve.

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Se você direcionar pra uma intensa tempestade, você vai afundar.

Se você direcionar para um norte, um propósito, com persistência você vai alcançar.

A vida só é um sopro vago, vazio e sem sentido, se assim você permitir que seja. Por isso, ajuste as velas, prepare os remos e esteja pronto pra viver intensamente esse mar cheio de aventuras e emoções! Sinta o vento bater em seu rosto. Permita sentir as mais duras tempestades e enfrentá-las com muita coragem.

Não seja menos do que você realmente consegue ser. Não seja medíocre. Você pode muito mais do que imagina. Não deixe que apenas um sopro, bobo, curto e sem graça, te carregue pela vida sem que você ao menos perceba.

Só você pode tornar tudo, um mero sopro de vida!

Musiquinha para o final do post:

 

E assim, a garota continua na busca, do seu feliz pra sempre! 

Era uma vez… O que diz meu coração?

Já parou pra pensar no que você é? No que o seu coração pede? No que a sua alma deseja?

Meus sonhos. Meus anseios. Minhas vontades. Qual o contraste desses meus desejos com a pessoa que eu sou?

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Meu coração diz e pede o que eu quero ser. Eu sou uma risada procurando um sorriso, eu sou um abraço apertado querendo colo. Eu sou um olhar doce procurando uma inocência em outro olhar também. Eu sou uma timidez procurando segurança. Eu sou uma ironia procurando charme. Eu sou leve e divertida como uma criança mas sou séria e decidida como uma mulher. Eu sou uma lágrima que de vez em quando vira cachoeira mas que procura um rio. E talvez eu seja um rio a procura do mar.

Acho que posso dizer que sou a mistura do que eu quero ser com o que eu sinto que possa me completar. É confuso? Pelo menos não pra mim. É fácil observar que eu procuro ser aquilo que eu mais quero pra mim. Meu coração pede por momentos alegres, por risadas. Meu coração busca serenidade, mas também uma pitada de adrenalina! Meu coração é aventureiro, mas na maioria das vezes, pede por um porto seguro.

Sou e espero ter aquela mesma essência de quando eu era uma simples garotinha, que esperava passar orgulho para as pessoas ao meu redor. Eu sempre quis ser perfeita, eu só não esperava errar tanto… Eu achava que eu teria respostas pra tudo! Mas ser adulto é tão chato e tão difícil… É fazer escolhas, abrir mão de caminhos, mudar de ares, constantes mudanças na verdade. Eu ainda tenho aquela vontade de ter o tal do “feliz pra sempre” que eu lia nos livros. Eu sou o que o meu coração sempre quis, uma felicidade que durasse o máximo possível. Apesar dos apesares e de todos os rumos que a vida me levasse.

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Hoje eu sou uma menina/mulher que sonha e sonha muito! Com uma vida boa, sair mais com os amigos, fazer viagens, sonho com a minha formatura, em construir uma família com uns três filhos! Sou filha única e quero família igual comercial de margarina…  Quero sorrir mais, quero me divertir e aproveitar o melhor que esse mundão puder me oferecer!

Eu sou um ser humano cheio de vontade de buscar a alegria nas pessoas e transmitir o meu melhor sorriso. Carrego no peito cicatrizes, mas no meu coração eu guardei os melhores sentimentos. Junto comigo, eu levo música, cheiro de mistério, dúvidas, medos e coragem também pra enfrentar todos os desafios que surgirem.

Tentei carregar o peso do mundo
Mas só tenho duas mãos
Espero ter a chance de viajar o mundo
Mas não tenho nenhum plano
Gostaria de poder permanecer jovem assim para sempre
Sem medo de fechar os meus olhos
A vida é um jogo feito para todos
E o amor é um prêmio

E assim, a garota continua na busca do seu feliz pra sempre!

Textos: Curtinhos e Melosinhos. “Felizes para Sempre.”

É engraçado como a maioria dos grandes romances acabam. Como em Romeu e Julieta, ou Titanic. E o que parecia ser pra sempre, durou menos tempo do que se previa. O que era realmente muito intenso, ficou apenas na memória de alguém.

Ou então, no caso de Shakespeare, de ninguém. Pode restar a dor, e a saudade por alguma parte.

 

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Estamos sempre idealizando alguém, ou um romance, que não existe. Ser racional não é preferível a entregar seu coração pronto pra alguém poder acariciá-lo ou despedaçá-lo a qualquer momento? Qual o propósito disso tudo afinal? O fato é de que, ainda que fomos, somos ou vamos ser machucados, não muda nada. Porque afinal, a entrega é muito melhor que a recusa.

E aquela coisa de felizes para sempre?

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Caso você ainda não tenha entendido, isso provavelmente não existe…

Mas se você for inteligente o suficiente, vai conseguir fazer e se fazer feliz ao lado de alguém, até o dia em que essa felicidade puder durar. E se for mais ainda, vai prolongar essa felicidade até seu último dia.

E assim, a garota continua na busca do seu feliz pra sempre!

Textos: Curtinhos e Melosinhos. Coração no congelador.

Oi pessoas! 😀

Tô sumida do blog e ao invés de postar alguma desculpinha, resolvi criar alguns textos curtinhos, melosinhos e postar aqui pra tentar deixar mais atualizada essa bagaça! Meus posts normalmente são sempre com conselhos, ou com mensagens de otimismo, a maioria com aquela pitada de humor irônico que eu ADORO, EU ME AMARRO… Então, resolvi variar um pouco.
Sem mais delongas, vamos ao primeiro texto!

Coração no congelador.

Sabe quando você resolve pegar o seu coração e jogar dentro do congelador? É isso mesmo. Dentro do congelador. Dá pra fazer isso? Ah, bem que podia né? Podia mesmo.
Entrei em casa e observei a geladeira. O congelador esfriaria o coração. Queria que dentro de mim não houvesse mais nenhum sentimento. Então, fiz de conta que joguei no fundo do congelador. Sim, eu tinha ciência de que coisas do gênero se fazem em situações desesperadoras, eu não estava desesperada, queria apenas fingir que agora sou mais fria. Fria? Talvez mais racional.
Será que eu consigo?
Fechei a porta do freezer, parei de viajar, arrumei meu cabelo e fui ser feliz.

coracao-geladoE assim, a garota continua na busca do seu feliz pra sempre!